Depois de recuperar a confiança com duas classificações e vitórias importantes, o Fluminense volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro neste sábado (22), às 16h, no Maracanã. O adversário será o Remo, pela 24ª rodada, em uma partida que parece ter peso menor quando comparada às recentes decisões da Libertadores, mas que pode se tornar importante para o futuro do Tricolor na competição nacional.
Além da necessidade de manter o embalo, Marcão terá uma preocupação adicional: Guga, Guilherme Arana e Hércules estão pendurados com dois cartões amarelos.
Um novo cartão diante do Remo significa suspensão automática na rodada seguinte, justamente contra o Athletico-PR.
E esse não é um jogo qualquer.
O confronto com o Furacão está marcado para o dia 30, às 11h, em Curitiba, e coloca frente a frente duas equipes que brigam diretamente pelas primeiras posições. Atualmente, o Athletico-PR aparece em terceiro lugar, com 41 pontos, enquanto o Fluminense ocupa a quarta colocação, com 38.
Ou seja, perder jogadores importantes para esse confronto direto pode representar um problema considerável para o Tricolor.
Guga e Hércules são titulares importantes no atual momento da equipe. O lateral-direito, inclusive, atravessa uma das melhores fases desde que chegou ao clube e ganhou espaço justamente após uma longa disputa com Samuel Xavier.
Hércules também se tornou peça importante no meio-campo, oferecendo força física, capacidade de marcação e chegada ao ataque.

Já Guilherme Arana vive uma situação um pouco diferente. O lateral-esquerdo vem sendo utilizado com frequência, mas atualmente disputa espaço com Renê. Ainda assim, é uma alternativa de qualidade para Marcão e uma peça que pode fazer falta em uma partida de tamanha importância.
Por isso, o jogo contra o Remo exige equilíbrio.
O Fluminense não pode entrar em campo pensando exclusivamente nos cartões, mas também não pode ignorar que existe um confronto direto logo na sequência. Em determinadas situações da partida, administrar a intensidade e evitar advertências desnecessárias poderá ser tão importante quanto buscar os três pontos.
Ao mesmo tempo, o Tricolor chega ao Maracanã vivendo um momento completamente diferente daquele que marcou as últimas semanas.
A vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras, no dia 15, encerrou uma sequência incômoda de oito jogos oficiais sem vencer. Mais do que os três pontos, o resultado devolveu confiança ao elenco e mostrou uma equipe capaz de reagir diante de um adversário que liderava o Campeonato Brasileiro.
Poucos dias depois, veio a prova ainda maior.
Na terça-feira (18), o Fluminense enfrentou o Independiente Rivadavia, em Mendoza, pelas oitavas de final da Libertadores. Depois do empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, o Tricolor venceu a disputa de pênaltis e garantiu uma vaga entre os oito melhores da América.
Foram duas partidas que mudaram o ambiente nas Laranjeiras.
Depois de uma sequência marcada por resultados ruins, pressão da torcida e pela saída de Luis Zubeldía, o Fluminense conseguiu reagir justamente quando mais precisava.
Marcão, que assumiu novamente o comando interino, ganhou respaldo com os resultados. A equipe recuperou competitividade e voltou a apresentar características que estavam desaparecendo durante a crise: entrega, concentração e capacidade de lutar até o último minuto.
Agora, porém, começa outro desafio.
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A Libertadores continua sendo o grande objetivo da temporada, mas o Campeonato Brasileiro não pode ser deixado de lado.
O Fluminense está em quarto lugar e tem uma posição importante na tabela. A diferença para o Athletico-PR é de apenas três pontos, e um bom resultado contra o Remo pode permitir ao Tricolor chegar ao confronto direto em Curitiba ainda mais fortalecido.
Depois do jogo contra o Furacão, haverá ainda o clássico contra o Vasco, no Maracanã.
A sequência, portanto, exige planejamento.
O Fluminense não pode escolher quais partidas deseja vencer. Precisa manter competitividade no Brasileirão ao mesmo tempo em que administra um calendário pesado e uma equipe que acabou de disputar uma decisão continental.
Contra o Remo, a missão será justamente essa: continuar vencendo sem perder de vista o que vem pela frente.
Os três pontos são importantes. A manutenção da confiança também.
E, se possível, sem cartões para Guga, Arana e Hércules.
Porque o Fluminense finalmente voltou a respirar depois de semanas de turbulência. Agora, mais do que nunca, precisa saber administrar o bom momento para não transformar uma recuperação promissora em mais uma oscilação na temporada.
O alerta está ligado. O momento é de aproveitar a confiança recuperada, somar pontos e chegar ao confronto com o Athletico-PR com o máximo de força possível.
Greidson Campos
Jornalista – Portal R52
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