Tricolor larga na frente com time misto, mas desmorona na etapa final, sofre a terceira derrota seguida e chega em momento de turbulência para o jogo do ano na Libertadores.
Por Redação | Resenha52
19 de Outubro de 2026
A estratégia de priorizar a Copa Libertadores cobrou um preço amargo no Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, no Maracanã, o Fluminense foi derrotado de virada pelo Santos por 2 a 1, em duelo válido pela 31ª rodada. O revés acende a luz vermelha nas Laranjeiras: além de marcar a terceira derrota consecutiva da equipe de Marcão na temporada, o tropeço derrubou o Tricolor para a 5ª colocação, ficando no limite da zona de classificação direta para o torneio continental de 2027.
O resultado espelhou com fidelidade o que se viu em campo e coloca uma carga pesadíssima de responsabilidade sobre o confronto de volta da semifinal da Libertadores contra o Palmeiras, na próxima quarta-feira (21), às 21h30, em São Paulo.
ILUSÃO INICIAL E BOM PRIMEIRO TEMPO
Com os olhos totalmente voltados para a decisão continental, Marcão optou por uma formação alternativa, mantendo apenas três titulares de início: Renê, Nonato e Canobbio.
O plano pareceu perfeito nos primeiros minutos. Logo aos 4’, Castillo aproveitou sobra de escanteio na área e abriu o placar. O Fluminense controlava os ritmos e encontrava uma avenida pelo corredor direito com Canobbio, que castigava as costas da improvisação de Barreal. O Tricolor acumulou ao menos três escapadas claras que poderiam ter matado a partida ainda no primeiro tempo.
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Defensivamente, o time se sustentava bem. O miolo com Hércules e Nonato conseguia travar as triangulações de peso do adversário (Coutinho, Gabigol e Neymar). O primeiro aviso sério dos visitantes só veio nos acréscimos, em finalização que exigiu intervenção segura de Fábio — o que se revelou um prenúncio do pesadelo que estava por vir.
O APAGÃO: DESORGANIZAÇÃO E VIRADA RELÂMPAGO
Na volta do intervalo, o Fluminense pareceu esquecer a intensidade no vestiário. A equipe voltou apenas de corpo presente e assistiu passivamente o Santos trocar passes por cinco minutos ininterruptos, até que Gabigol aproveitou a passividade da marcação para empatar.
O golpe desestruturou o Tricolor. Sem conseguir reter a bola nem conectar a saída de trás, a equipe insistiu em chutões previsíveis. Quatro minutos depois, veio o castigo inevitável: Coutinho apareceu livre na área para virar de cabeça e instaurar o desespero no Maracanã.
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Atrás no marcador, Marcão queimou as fichas e mandou a campo a “cavalaria pesada”: Ganso, Hulk, Savarino e Wesley Natã foram para o jogo. No entanto, o desenho tático ruiu. A posse de bola tornou-se lenta, burocrática e previsível, esbarrando na muralha defensiva montada pelo Santos.
A entrada de Serna na vaga de Nonato escancarou ainda mais a desordem. Ofensivamente, o colombiano produziu o lance mais perigoso ao cruzar bola precisa para Savarino, que parou em grande intervenção do goleiro Diógenes. Por outro lado, o meio-campo ruiu por completo. O Fluminense se transformou em uma equipe partida, cedendo contragolpes em superioridade numérica que só não transformaram o placar em uma goleada vexatória por incompetência nas conclusões santistas.
A HORA DA VERDADE: TUDO OU NADA EM SÃO PAULO
Agora, não há mais espaço para testes, desculpas ou oscilações. A temporada tricolor atinge o seu ápice nesta quarta-feira, no gramado sintético do Parque.
Uma eliminação deixará o Fluminense em situação delicada tanto no aspecto anímico quanto na tabela do Brasileirão, onde a margem de erro acabou. A semifinal da Libertadores vai ditar não apenas os rumos esportivos e o humor da arquibancada até dezembro, mas o próprio planejamento do clube para 2027. É o jogo que definirá o tamanho do ano tricolor.
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