Símbolos da conquista da Libertadores de 2023 enfrentam reta final de vínculo com debates sobre minutagem, peso da folha salarial e o planejamento tricolor para 2027.
Por Redação | Resenha52.com.br
03 de Novembro de 2026
A reta final do Campeonato Brasileiro não traz apenas a batalha ferrenha por uma vaga na próxima Conmebol Libertadores. Nos corredores das Laranjeiras, uma pauta inevitável começa a tomar conta dos bastidores: o futuro de Paulo Henrique Ganso e Germán Cano. Ícones incontestáveis da era mais vitoriosa do clube recente, maestro e artilheiro entram nos momentos decisivos de seus contratos sem um martelo batido sobre renovação.
O cenário exige frieza da diretoria. Se por um lado a gratidão do torcedor é eterna pelos títulos e pela postura nas conquistas históricas, por outro o futebol de alto nível impõe cobranças físicas, oscilação de rendimento ao longo do ano e a necessidade de renovação gradativa do plantel comandado por Marcão.
O DILEMA ENTRE IDOLATRIA E ORÇAMENTO
Ao longo de 2026, tanto Ganso quanto Cano enfrentaram períodos de forte oscilação, convivendo com críticas pontuais da torcida em momentos em que o time precisou de intensidade sem a bola. Com idades avançadas para o ritmo exigido pelo calendário sul-americano, a discussão para uma eventual permanência passa por três eixos fundamentais:
- Tempo de contrato: A diretoria tende a evitar extensões longas, priorizando acordos curtos de produtividade.
- Adequação salarial: Ambos possuem salários no topo da folha tricolor. Em um cenário onde o clube busca oxigenar o elenco e investir em peças mais jovens, a readequação financeira é pré-requisito nas conversas.
- Papel dentro de campo: Aceitar um papel de liderança com minutagem compartilhada ou até compor banco em jogos de maior exigência física.
O PESO DA CLASSIFICAÇÃO PARA 2027
Participe do nosso Grupo de whatsApp, queremos a sua opinião!
Outro divisor de águas crucial é o desfecho da Série A. A vaga direta na fase de grupos da Libertadores traz uma injeção de receita expressiva que viabiliza manter referências técnicas no elenco. Ficar fora do torneio continental ou cair na Pré-Libertadores obrigaria a gestão a um choque de gestão financeira imediato, reduzindo drasticamente o teto para salários de veteranos.
A diretoria evita tratar do assunto publicamente para não tirar o foco das últimas rodadas do Brasileirão, mas nos bastidores o diagnóstico é claro: o desempenho e a entrega de ambos nestas últimas semanas pesarão tanto quanto o histórico construído até aqui. Resta saber se o torcedor tricolor testemunhará uma extensão desse ciclo vitorioso ou os últimos capítulos de uma dupla que marcou época no Maracanã.
Compartilhe o artigo em suas redes sociais!
Siga o Resenha 52 no WhatsApp, Facebook, Instagram e youtube
E-mail para contato: contato@resenha52.com.br



