Fluminense reencontra o Independiente Rivadavia nesta terça-feira, no Maracanã, pelas oitavas da Libertadores. Tricolor busca revanche após derrota histórica na fase de grupos.
O Fluminense reencontra nesta terça-feira (11), às 19h, no Maracanã, um adversário que conhece muito bem — e que deixou uma lembrança amarga na torcida tricolor. Pela abertura das oitavas de final da Libertadores, o time de Luis Zubeldía encara novamente o Independiente Rivadavia, justamente a equipe que protagonizou uma das maiores surpresas da fase de grupos.
O reencontro acontece em um cenário completamente diferente. Agora, não há espaço para tropeços. O confronto vale uma vaga nas quartas de final e coloca o Fluminense diante de uma das últimas grandes oportunidades de transformar a temporada de 2026 em algo positivo.
As duas equipes estiveram no mesmo grupo na primeira fase. Na ocasião, o Rivadavia surpreendeu o Tricolor no próprio Maracanã e venceu por 2 a 1, de virada, na segunda rodada.
O resultado deixou o Fluminense em situação delicada na competição e aumentou a pressão para a sequência da fase de grupos.
Na partida de volta, disputada na Argentina, o Tricolor conseguiu arrancar um empate por 1 a 1 graças a um gol de John Kennedy nos acréscimos. O ponto conquistado foi fundamental para a classificação.
A vitória do Independiente Rivadavia no Maracanã foi tratada pela imprensa argentina como um verdadeiro “Maracanazo”. Para o Fluminense, entretanto, aquela noite ficou marcada principalmente pelos erros cometidos e pela sensação de que uma classificação que parecia encaminhada poderia escapar.
Agora, meses depois, os jogadores sabem que não podem repetir o mesmo roteiro.
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— O Rivadavia não passou em primeiro à toa. Uma grande equipe. Fez uma bela fase de classificação. Sabemos onde erramos contra eles. Agora precisamos corrigir. Mas é outro campeonato. Outra fase decisiva. Não podemos cometer os mesmos erros — afirmou Otávio.
A declaração resume o sentimento dentro do elenco. O Fluminense conhece o adversário, sabe das suas principais características e terá a oportunidade de corrigir os problemas apresentados nos encontros anteriores.
Desta vez, porém, qualquer erro pode custar muito mais caro.
O confronto também coloca frente a frente dois clubes em momentos completamente diferentes na história da Libertadores.
O Fluminense está acostumado a disputar fases decisivas da competição. Nas últimas oito participações, o Tricolor chegou às oitavas de final em sete oportunidades e conquistou o título continental em 2023.
Do outro lado está um Independiente Rivadavia que vive uma experiência inédita. O clube argentino disputa a Libertadores pela primeira vez e já alcançou uma fase de mata-mata continental.
A inexperiência pode representar um peso para os argentinos, mas também pode transformar o Rivadavia em um adversário ainda mais perigoso.
Sem a obrigação de carregar o favoritismo, a equipe pode atuar como franco-atiradora e aproveitar a pressão que estará sobre o Fluminense.
Ignácio, que conhece bem a dimensão do confronto, evitou apostar no peso da camisa.
— Hoje em dia é difícil falar disso. Todos os clubes são nivelados. Sabemos da qualidade deles. No primeiro jogo, eles nos dificultaram bastante no Maracanã. Sabemos das virtudes deles. Vamos buscar fazer um grande jogo aqui para dar um primeiro passo e depois buscar a classificação na Argentina — afirmou o zagueiro.
O momento tricolor aumenta ainda mais a importância da partida.
O Fluminense foi eliminado pelo Vasco nas oitavas de final da Copa do Brasil e atravessa uma sequência de seis jogos sem vitória. No Campeonato Brasileiro, a equipe também perdeu força na disputa pelas primeiras posições.
A pressão sobre Luis Zubeldía cresceu consideravelmente nas últimas semanas, principalmente após os empates contra Grêmio, Bahia e Vasco e a derrota no clássico que eliminou o Tricolor da Copa do Brasil.
Por isso, a Libertadores passou a representar a principal esperança de título para o Fluminense em 2026.
A equipe ainda está entre as primeiras colocadas do Brasileirão, mas a distância para a disputa pelo título aumentou. Na Copa do Brasil, a eliminação já aconteceu.
Resta, portanto, o caminho continental.
Uma revanche que vale muito mais do que a classificação
O duelo contra o Independiente Rivadavia representa uma espécie de oportunidade de redenção para o Fluminense.
A mesma equipe que complicou a vida tricolor na fase de grupos agora aparece novamente no caminho, mas em uma etapa em que cada detalhe pode definir o futuro da temporada.
Vencer no Maracanã não apenas colocaria o Fluminense em vantagem para o jogo de volta. Também poderia devolver confiança a um elenco que vem convivendo com pressão, lesões, críticas e resultados abaixo do esperado.
O Tricolor terá pela frente um adversário que já mostrou não temer o Maracanã. E justamente por isso, a postura precisará ser diferente daquela apresentada no primeiro encontro.
A Libertadores é agora o grande objetivo do Fluminense.
E, para continuar sonhando com o bicampeonato continental, o Tricolor terá primeiro que superar um velho conhecido que já provou ser capaz de transformar o Maracanã em território argentino.
Greidson Campos
Jornalista – Portal R52
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