O caso Joaquín Lavega voltou a escancarar um problema que acompanha o Fluminense em 2026: a dificuldade do clube em desenvolver e aproveitar jogadores jovens antes de descartá-los ou emprestá-los. A grande atuação do uruguaio na vitória do Coritiba sobre o Bahia, por 3 a 2, nesta segunda-feira (25), reacendeu críticas pesadas da torcida tricolor nas redes sociais e aumentou a pressão sobre a gestão esportiva do clube.
Emprestado ao Coritiba após receber poucas oportunidades nas Laranjeiras, Lavega marcou um belo gol e ainda distribuiu uma assistência no Couto Pereira, sendo decisivo na virada da equipe paranaense pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. O desempenho rapidamente repercutiu entre os tricolores, que questionaram a falta de espaço dada ao jogador no Fluminense.
A irritação da torcida passa diretamente pelo contexto. Lavega chegou ao clube cercado de expectativa, tratado como uma das maiores promessas recentes do futebol uruguaio. Revelado pelo River Plate-URU, o meia-atacante foi incluído pelo jornal inglês The Guardian em uma lista dos jovens mais promissores do futebol mundial. O Fluminense apostou alto no atleta e assinou contrato até o fim de 2029.
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Apesar disso, o uruguaio praticamente não teve sequência. Em 2025, disputou apenas cinco partidas pelo clube carioca. Passou por três treinadores diferentes e nunca conseguiu espaço efetivo no elenco principal.
Renato Gaúcho chegou a afirmar publicamente que Lavega e Lezcano “ainda não estavam prontos” para atuar regularmente. Já Luis Zubeldía tentou utilizar o jogador até fora de posição, improvisando-o na lateral esquerda em alguns treinamentos, aproveitando o fato de o uruguaio ser canhoto.
O problema é que, enquanto o Fluminense segue buscando soluções ofensivas e alternativas de elenco ao longo da temporada, vê um jogador promissor começar a render justamente longe do clube.
A situação gera ainda mais debate porque o elenco tricolor vive instabilidade técnica. O time alterna atuações ruins, sofre com oscilações ofensivas e já soma dezenas de formações diferentes em 2026 por conta de lesões, suspensões e mudanças constantes promovidas por Zubeldía.
Dentro desse cenário, parte da torcida entende que Lavega poderia ter recebido uma sequência maior antes de ser liberado por empréstimo. Principalmente em um momento em que o Fluminense sofre para encontrar profundidade de elenco e alternativas criativas no setor ofensivo.
No Coritiba, porém, o uruguaio começa a encontrar justamente aquilo que não teve no Rio de Janeiro: minutos, confiança e continuidade.
E no futebol, quase sempre, talento sem sequência vira apenas potencial desperdiçado.
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