Fluminense empata com o Bahia e acende sinal de alerta antes dos mata-matas da temporada

O Fluminense voltou a deixar escapar uma vitória no Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira (29), o Tricolor ficou no empate sem gols com o Bahia, no Maracanã, pela 21ª rodada da competição, e chegou ao terceiro empate consecutivo desde a retomada da temporada após a pausa para a Copa do Mundo.

Embora tenha apresentado evolução defensiva e maior intensidade durante boa parte da partida, a equipe comandada por Luis Zubeldía voltou a esbarrar em um problema que tem acompanhado o time ao longo do ano: a baixa eficiência nas finalizações.

O Fluminense assumiu o controle da partida durante grande parte dos 90 minutos, pressionou a saída de bola adversária e criou diversas oportunidades para abrir o placar. Em diferentes momentos, a impressão era de que o gol tricolor seria apenas uma questão de tempo.

No entanto, a falta de precisão nas conclusões voltou a custar caro.

Foram 24 finalizações, sendo 10 na direção do gol, números que demonstram a superioridade ofensiva da equipe, mas que também evidenciam a dificuldade em transformar domínio em resultado.

A atuação representou uma melhora em relação aos empates contra Bragantino e Grêmio, especialmente na construção das jogadas, mas ainda distante do desempenho apresentado pelo Tricolor no início da temporada.

Hulk e Canobbio desperdiçam as melhores chances

As duas oportunidades mais claras do Fluminense terminaram nas chuteiras de seus principais jogadores de ataque.

Ainda no primeiro tempo, Canobbio encontrou Hulk com um excelente lançamento em velocidade. O camisa 7 saiu livre diante do goleiro Ronaldo, mas finalizou para fora e desperdiçou a principal chance da etapa inicial.

Na segunda etapa, os papéis se inverteram. Depois de boa assistência de Germán Cano, Canobbio ficou cara a cara com o goleiro baiano, mas também não conseguiu converter a oportunidade.

Os lances simbolizaram uma noite em que o Fluminense criou o suficiente para vencer, mas voltou a pecar justamente no momento mais importante: a conclusão das jogadas.

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Se o ataque voltou a frustrar, o setor defensivo deixou uma impressão mais positiva.

Mesmo com as saídas de Thiago Silva e Freytes, ambos por problemas físicos durante a partida, a defesa conseguiu neutralizar as principais investidas do Bahia e terminou o jogo sem sofrer gols.

Um dos destaques foi Ignácio, que atuou durante os 90 minutos e demonstrou segurança ao lado dos demais defensores. Após marcar contra o Bragantino na rodada anterior, o zagueiro reforçou sua candidatura a uma vaga entre os titulares, principalmente diante das dúvidas causadas pelas lesões no setor.

Apesar da frustração pelo resultado, a atuação trouxe sinais positivos para Luis Zubeldía.

O Fluminense apresentou maior intensidade sem a bola, pressionou a saída adversária, ocupou o campo ofensivo com mais frequência e voltou a criar um número elevado de oportunidades — algo que havia diminuído nas últimas partidas.

A principal missão da comissão técnica passa a ser recuperar a eficiência ofensiva antes do início da sequência decisiva da temporada.

Clássico contra o Vasco aumenta a pressão

O empate amplia a preocupação do Fluminense às vésperas dos confrontos eliminatórios contra o Vasco, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Se defensivamente o time parece dar sinais de evolução, a dificuldade para transformar volume ofensivo em gols volta a preocupar. Em competições de mata-mata, desperdiçar oportunidades pode fazer a diferença entre a classificação e a eliminação.

Agora, Zubeldía terá pouco tempo para ajustar a equipe antes do primeiro clássico decisivo do segundo semestre.

Greidson Campos
Jornalista – Portal R52

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