FLA-FLU POLÊMICO! Arbitragem ignora possível expulsão de Pulgar, e Fluminense sai derrotado do clássico

O Fluminense deixou o Maracanã derrotado por 1 a 0 pelo Flamengo, neste domingo (11), pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol de Carrascal, no segundo tempo, definiu o clássico, mas o resultado ficou marcado por uma decisão da arbitragem que revoltou os tricolores: Erick Pulgar permaneceu em campo após uma entrada dura em Rodrigo Castillo, em lance no qual especialistas apontaram erro ao não aplicar o cartão vermelho.

A atuação do árbitro Rafael Rodrigo Klein e a participação do VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, entraram no centro da discussão. E, para o torcedor do Fluminense, a pergunta é inevitável: como uma entrada com a sola no joelho do adversário, que deixou Castillo com um ferimento e sangramento, terminou apenas com cartão amarelo?

Pulgar deveria ter sido expulso?

Aos 30 minutos do primeiro tempo, Pulgar chegou atrasado em uma disputa e acertou Castillo com a sola do pé na região do joelho direito. O atacante tricolor precisou de atendimento médico, enquanto os jogadores do Fluminense cercaram a arbitragem e pediram a expulsão do volante chileno.

Klein aplicou apenas o cartão amarelo. O VAR chegou a se comunicar com o árbitro, mas não recomendou a revisão do lance.

A decisão foi contestada pelo analista de arbitragem PC de Oliveira, dos canais Globo, que avaliou que Pulgar deveria ter recebido cartão vermelho. A análise reforça a dimensão da polêmica e a insatisfação tricolor com a condução do episódio.

Não se trata de cobrar uma expulsão por qualquer contato mais forte. Trata-se de avaliar a natureza da entrada, o uso da sola e a região atingida. Em um lance desse tipo, a arbitragem precisa demonstrar consistência e rigor na aplicação das regras.

O problema não foi apenas o cartão amarelo: foi a ausência de uma revisão que pudesse esclarecer uma decisão tão importante para o andamento do clássico.

E o possível pênalti em Lucho Acosta?

Outro lance que gerou reclamação aconteceu logo no início da partida. Lucho Acosta caiu na área após uma disputa com Samuel Lino, e os jogadores tricolores pediram pênalti. Klein mandou o jogo seguir.

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A jogada também foi citada na cobertura do clássico, mas, sem uma análise técnica conclusiva e detalhada das imagens, não é possível afirmar categoricamente que a penalidade deveria ter sido marcada. Ainda assim, o lance ampliou a insatisfação dos tricolores com os critérios adotados pela arbitragem.

O Fluminense também precisa olhar para o próprio desempenho

Seria injusto atribuir toda a derrota exclusivamente à arbitragem. O Flamengo criou oportunidades no primeiro tempo e encontrou o gol aos 19 minutos da etapa final, quando Paquetá cruzou pela esquerda e Carrascal finalizou de primeira.

O Fluminense, que entrou em campo com uma formação modificada para administrar o desgaste antes da semifinal da Libertadores, melhorou com as substituições e chegou a ameaçar a meta de Rossi. No entanto, faltou eficiência para transformar as oportunidades em gol.

No fim, Serna teve uma chance para buscar o empate, mas finalizou sem força suficiente para vencer o goleiro rubro-negro. O Tricolor terminou a partida sem marcar e permaneceu com 51 pontos, na terceira colocação do Brasileirão.

A derrota fica, mas a arbitragem precisa dar explicações

O Fluminense não fez uma partida brilhante e poderia ter produzido mais ofensivamente. Isso, porém, não apaga a discussão sobre os lances contestados.

A entrada de Pulgar em Castillo foi o episódio mais grave: houve contato com a sola, ferimento no jogador tricolor e uma avaliação pública de especialista apontando que a decisão correta seria a expulsão. Mesmo assim, o volante do Flamengo permaneceu em campo.

O futebol brasileiro precisa cobrar critérios claros e decisões coerentes, principalmente quando existe o recurso do VAR. A tecnologia não elimina a possibilidade de erros, mas sua utilização precisa contribuir para corrigir lances determinantes — e não aumentar a sensação de insegurança sobre a arbitragem.

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Para o Fluminense, a derrota representa um resultado negativo em um clássico importante. Para a arbitragem, fica a cobrança por explicações sobre uma decisão que poderia ter mudado as condições da partida.

O Tricolor precisa corrigir seus próprios erros. Mas não pode aceitar que os erros da arbitragem sejam tratados como se nada tivesse acontecido.

Porque perder um Fla-Flu já é doloroso para o torcedor. Sair de campo com dúvidas relevantes sobre a aplicação das regras torna a frustração ainda maior.

Por Greidson Campos – Jornalista – Portal R52

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