O Fluminense entra em campo na noite desta quinta-feira diante do Bolívar, às 19h (de Brasília), no Estádio Hernando Siles, em La Paz, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América. O confronto acontece em condições extremas, a mais de 3.600 metros de altitude, fator que historicamente influencia o desempenho das equipes brasileiras.
A partida carrega peso decisivo já neste início de competição. Após duas rodadas, os dois times somam apenas um ponto e dividem as últimas posições do Grupo C, cenário que transforma o duelo em um confronto direto por sobrevivência na briga pela classificação.
Enquanto isso, o Independiente Rivadavia lidera com seis pontos, seguido pelo Deportivo La Guaira, que soma dois, aumentando ainda mais a pressão sobre brasileiros e bolivianos.
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No lado tricolor, o técnico Luis Zubeldía terá que lidar com ausências importantes. O volante Martinelli e o meia Lucho Acosta estão fora, assim como outros nomes entregues ao departamento médico, como Nonato, Germán Cano e Matheus Reis. A tendência é de ajustes na equipe, com mudanças pontuais em relação ao time que venceu a Chapecoense pelo Brasileirão.
Já o Bolívar chega motivado após golear o Real Tomayapo no campeonato local e contará com força máxima. A equipe será comandada interinamente por Vladimir Soria, ídolo do clube, após a recente mudança na comissão técnica — um fator que adiciona imprevisibilidade ao confronto.
Além da questão técnica e tática, o contexto físico será determinante. A altitude de La Paz reduz a capacidade aeróbica dos atletas, exige adaptação no ritmo de jogo e costuma favorecer o time mandante, que está habituado às condições. Não por acaso, o Hernando Siles é considerado um dos estádios mais desafiadores do continente.
Com campanhas idênticas e pressionados por resultados, Bolívar e Fluminense entram em campo em um duelo que pode redefinir os rumos do Grupo C. Para o Tricolor, pontuar fora de casa é mais do que importante — é estratégico para manter viva a busca pela classificação.



