Durante uma semana inteira, o vascaíno viveu a mais extraordinária das vitórias: aquela que ainda não aconteceu.
Já tinha vencido o Fluminense na conversa, na rede social, no grupo de WhatsApp e, imagino, até no sonho.
Faltava apenas um pequeno detalhe: jogar a partida.
Mas quem haveria de se preocupar com isso? Para eles, o clássico já estava liquidado.
O problema é que esqueceram de avisar ao Fluminense.
E eis que chegou o grande momento. A bola rolou e, subitamente, descobriu-se uma verdade cruel: futebol não se ganha na véspera.

O pobre vascaíno, que passou a semana distribuindo provocações, precisou assistir ao adversário fazer aquilo que ele jurava que faria: ganhar.
Que ironia deliciosa!
O futebol, às vezes, parece ter senso de humor.
E aqui fica um conselho aos nossos amigos de São Januário: respeitem o Fluminense.
Não por simpatia. Não por gentileza. Por história.
O Fluminense tem mais de um século de futebol, títulos, ídolos e capítulos que não cabem em uma provocação de internet.
Pode brincar, pode provocar, pode fazer meme.
Só não cometa o pecado de confundir barulho com grandeza.
Porque clássico é assim: o sujeito passa sete dias comemorando a vitória e, em noventa minutos, descobre que estava comemorando a derrota.
E ontem foi exatamente assim.
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O Vasco ganhou a semana.
O Fluminense ficou com o jogo.
E isso, meus caros vascaínos, é o tipo de detalhe que a história costuma lembrar.
Greidson Campos
Jornalista – Portal R52
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