O Fluminense precisa urgentemente largar mão da tal “fidalguia”. Sério. Já deu.

Fidalguia, é o CRL.

OPINIÃO

Greidson Campos

4/10/20261 min read

Durante anos, o clube cultivou essa imagem de nobreza, elegância, respeito institucional… enquanto, do outro lado, o futebol brasileiro seguia funcionando na base do grito, da pressão e, principalmente, da conveniência. Resultado? O Tricolor segue sendo “exemplo”, mas raramente é beneficiado.

O episódio mais recente escancara isso de forma quase didática: o adiamento do clássico contra o Flamengo. O jogo estava marcado para sábado. Mudou para domingo. Pedido atendido. Sem crise. Sem desgaste. Sem barulho.

Agora, tenta imaginar o cenário invertido. Se o Fluminense fosse o solicitante… você acha mesmo que seria tão simples? Ou teria dirigente reclamando, bastidor fervendo, narrativa sendo construída e pressão vindo de todos os lados?

Pois é.

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A tal fidalguia virou, na prática, sinônimo de passividade. De aceitar. De “entender o contexto”. De não comprar briga. Enquanto isso, outros clubes entendem perfeitamente como o jogo é jogado — dentro e fora de campo.

E não se trata de abandonar valores ou virar um clube beligerante por esporte. Trata-se de parar de ser o único “educado” numa mesa onde todo mundo joga duro. Futebol brasileiro não é chá das cinco. Nunca foi.

A torcida cansou — e com razão. Cansou de ver o clube sendo correto… e ficando para trás nas decisões políticas. Cansou de ver o Fluminense respeitar tudo e todos, enquanto nem sempre o respeito é recíproco.

Ser fidalgo é bonito no discurso. Mas, no futebol, quem não se impõe vira figurante.

Talvez esteja na hora do Fluminense entender isso. Porque, do jeito que está, a elegância só serve para aplaudir… enquanto os outros comemoram. Fidalguia é o CRL.

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