É hora de seguir em frente: o Fluminense é maior que qualquer jogador
Minha opinião é essa, e você, vai continuar chorando?
OPINIÃO
Greidson Campos
2/6/20262 min read


A possível ida de Jhon Arias para o Palmeiras caiu como um balde de água fria na torcida do Fluminense. Não é exagero dizer que muitos tricolores se sentiram traídos, decepcionados e até desiludidos. Afinal, Arias foi mais do que um bom jogador: foi símbolo de entrega, raça e identificação com o clube em momentos decisivos.
Mas chega um momento em que é preciso respirar fundo, virar a página e entender uma verdade dura, porém necessária: ídolos passam, o Fluminense fica.
A frustração da torcida é compreensível. Arias construiu uma relação forte com o clube, protagonizou conquistas, se destacou em grandes jogos e parecia ter uma ligação especial com a camisa tricolor. Por isso, vê-lo se aproximar de um rival direto, como o Palmeiras, dói ainda mais. Não é só uma transferência. É uma quebra de expectativa, de sentimento, de confiança.
No entanto, o futebol moderno funciona assim. Carreiras são guiadas por contratos, projetos, valores e oportunidades. Muitas vezes, o coração fica em segundo plano. E por mais que isso revolte o torcedor, é a realidade.
O Fluminense fez sua parte. Tentou, negociou, avaliou seus limites. Não pode comprometer sua saúde financeira por um único jogador, por mais importante que ele tenha sido. Clube grande se constrói com responsabilidade, não com impulsos emocionais.
É justamente aí que a torcida precisa mostrar sua grandeza.
Não é hora de transformar gratidão em rancor. Arias fez história no Fluminense. Isso ninguém apaga. Mas sua história aqui terminou. E a nossa, como instituição, continua.
O Tricolor das Laranjeiras já viu passar gigantes nos últimos tempos: Assis, Washington, Conca, Thiago Silva, Fred. Todos foram ídolos. Todos partiram. E o Fluminense seguiu em frente. Seguiu vencendo, revelando, reconstruindo, se reinventando.
Ser tricolor é entender que o amor é pelo escudo, pela camisa, pelas três cores que representam gerações.
Jogadores vêm e vão. Diretoria muda. Elenco se renova. Mas o Fluminense permanece.
A decepção existe. A dor é real. A sensação de perda também. Mas não pode virar dependência emocional. Não podemos nos apegar ao passado enquanto o presente e o futuro pedem apoio.
Hoje, o clube tem um projeto, um treinador, um elenco em formação e objetivos claros. Precisa da torcida unida, forte e confiante. Precisa de arquibancada pulsando, não lamentando.
Arias fez parte da nossa história. Merece respeito pelo que construiu aqui. Mas não é mais o nosso caminho.
O nosso caminho é o Fluminense.
E ele é eterno.
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