Crise, pressão e polêmica internacional: o Fluminense vive dias turbulentos dentro e fora de campo
Nas redes sociais, perfis ligados ao Nacional iniciaram uma campanha pedindo o retorno do jogador.
TIME PRINCIPAL
Greidson Campos
4/19/20262 min read
O ambiente no Fluminense se deteriorou rapidamente após uma sequência negativa que acendeu o alerta nas Campeonato Brasileiro e na Copa Libertadores da América. A derrota por 2 a 1 para o Independiente Rivadavia foi o estopim para um cenário de cobrança intensa, protestos e questionamentos que agora ultrapassam fronteiras. Na reapresentação do elenco no CT Carlos Castilho, torcedores organizaram uma manifestação cobrando jogadores, comissão técnica e diretoria. O movimento ganhou força após o time chegar a quatro jogos sem vitória, com desempenho considerado abaixo do esperado, especialmente em partidas decisivas.
A principal organizada, Young Flu, publicou uma nota oficial criticando a postura da equipe, citando inclusive a insatisfação com o adiamento do clássico contra o Flamengo. Segundo o grupo, houve uma promessa de mudança de atitude por parte do elenco para o próximo compromisso.
Jogo decisivo contra o Santos
A oportunidade de resposta será neste domingo, diante do Santos, na Vila Belmiro. A partida, válida pela 12ª rodada do Brasileirão, é vista como crucial para “virar a chave” e aliviar a pressão.
O técnico Luis Zubeldía prepara mudanças significativas na equipe, algumas por necessidade, como as ausências de Martinelli e Canobbio (suspensos), e outras por opção técnica. A tendência é um time mais protegido no meio-campo, possivelmente com três volantes, numa tentativa de dar maior equilíbrio e liberar jogadores ofensivos.
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Apesar da má fase, o Fluminense ainda se mantém no G-4 do campeonato, o que torna o confronto ainda mais estratégico para sustentar a posição na tabela.
Caso Julián Millán ganha repercussão internacional
Paralelamente à crise esportiva, um novo foco de tensão surgiu fora do Brasil. O zagueiro Julián Millán, contratado após se destacar no Nacional, ainda não estreou com a camisa tricolor — situação que gerou indignação entre torcedores uruguaios.
Nas redes sociais, perfis ligados ao Nacional iniciaram uma campanha pedindo o retorno do jogador, acusando clubes brasileiros de praticarem um suposto “sequestro tático” — estratégia de contratar destaques rivais apenas para enfraquecê-los, sem necessariamente utilizá-los.
A repercussão internacional aumentou a pressão sobre a diretoria do Fluminense, que agora precisa administrar não apenas os resultados dentro de campo, mas também a gestão de elenco e a imagem institucional do clube.
Com críticas internas e externas, o momento exige respostas rápidas. A falta de minutos para Millán, somada às falhas defensivas recentes, levanta questionamentos sobre as decisões da comissão técnica e o planejamento esportivo.
Se por um lado o clube busca blindar o elenco, por outro enfrenta um cenário em que cada decisão passa a ser amplamente questionada — pela torcida, pela imprensa e até por rivais internacionais.
O duelo contra o Santos, portanto, vai além dos três pontos: representa a tentativa de retomar o controle de uma narrativa que, neste momento, foge das mãos do Fluminense.
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