Cobrança no CT: torcida do Fluminense protesta após derrota e crise aumenta nos bastidores

O grupo chegou por volta das 16h e abordou jogadores na entrada do centro de treinamento

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Greidson Campos

4/17/20262 min read

A reapresentação do Fluminense nesta quinta-feira (16) foi marcada por um ambiente de forte cobrança no CT Carlos Castilho. Após a derrota para o Independiente Rivadavia e a sequência de quatro jogos sem vitória, cerca de 40 integrantes de torcidas organizadas estiveram no local para protestar.

O grupo chegou por volta das 16h e abordou jogadores na entrada do centro de treinamento. Houve reforço no policiamento, necessário também pela localização do CT, situado na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro. Apesar da tensão inicial, a situação foi rapidamente controlada e evoluiu para uma conversa direta entre torcedores, atletas e membros da diretoria.

Lideranças do elenco se posicionam

Alguns jogadores assumiram a linha de frente no diálogo. Samuel Xavier e Agustín Canobbio foram os mais ativos nas respostas às cobranças.

Canobbio reconheceu a queda de rendimento recente da equipe, mas rejeitou qualquer relação com o adiamento do clássico contra o Flamengo. O uruguaio também negou problemas internos ou falta de comprometimento do elenco, reforçando que o grupo segue unido.

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O atacante ainda esclareceu a polêmica após a última partida, quando optou por não falar na zona mista. Segundo ele, a decisão foi motivada pela irritação com a arbitragem e pela orientação de evitar possíveis punições da CONMEBOL.

Samuel Xavier seguiu a mesma linha. O lateral admitiu o momento ruim, mas destacou a força recente da equipe atuando no Maracanã, lembrando a campanha de 2023, quando o time também enfrentou dificuldades na fase de grupos da Libertadores antes de reagir ao longo da competição.

Postura mais reservada e apoio da torcida

Outras lideranças do elenco, como Martinelli e Renê, adotaram postura mais cautelosa durante o encontro, ouvindo atentamente as manifestações dos torcedores.

Em meio às cobranças, houve também demonstrações de apoio. Martinelli, por exemplo, foi incentivado por integrantes da torcida, que destacaram sua identificação com o clube em meio ao momento de pressão.

Diretoria assume desgaste

Pelo lado da diretoria, Mattheus Montenegro foi o principal interlocutor. O dirigente assumiu a responsabilidade por decisões recentes que geraram desgaste, especialmente a concordância com o adiamento do clássico contra o Flamengo.

Segundo Montenegro, a mudança de data não foi uma decisão isolada do clube, envolvendo também a Confederação Brasileira de Futebol, a emissora detentora dos direitos de transmissão e órgãos de segurança pública.

Ainda assim, ele reconheceu a insatisfação da torcida e afirmou que, como torcedor, também teria críticas à decisão. No entanto, destacou que, na gestão, é necessário considerar fatores institucionais que nem sempre coincidem com o sentimento das arquibancadas.

Clima de pressão e foco na reação

A conversa terminou sem incidentes, mas evidenciou o nível de insatisfação do torcedor tricolor com o momento da equipe, que vive instabilidade dentro de campo e pressão crescente fora dele.

Agora, o Fluminense tenta virar a chave no próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro, quando enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, neste domingo (19).

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