A investigação envolvendo o cartão amarelo recebido por Lucho Acosta, do Fluminense, entra em sua reta final. O caso teve origem em um alerta gerado pelo volume considerado anormal de apostas relacionadas à advertência recebida pelo meia no empate por 1 a 1 com o Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro. A CBF abriu investigação após receber o relatório, enquanto o jogador nega qualquer envolvimento em irregularidade.
O prazo inicialmente estabelecido para uma eventual denúncia está próximo do fim. Até o momento, a tendência é de que não haja denúncia contra Lucho e que o caso seja arquivado, caso não sejam encontrados elementos suficientes para sustentar uma acusação.
O Fluminense acompanha o processo de perto e vem dando suporte ao jogador durante toda a investigação. Ao longo das últimas semanas, Lucho participou de reuniões e prestou esclarecimentos dentro do procedimento, enquanto o departamento jurídico do clube acompanha os desdobramentos.
Mesmo com a investigação em andamento, o Fluminense decidiu manter o meia normalmente integrado ao elenco. Lucho continuou treinando e sendo relacionado para as partidas, já que, até o momento, não existe comprovação de seu envolvimento em qualquer irregularidade.
Caso ainda exige cautela
Apesar da proximidade do encerramento do prazo, o episódio ainda exige atenção por parte do jogador e do clube. O surgimento de novos elementos pode provocar novos desdobramentos na investigação.
O alerta que originou o caso está relacionado ao cartão amarelo recebido por Lucho aos 47 minutos do segundo tempo da partida contra o Bragantino. A advertência aconteceu durante uma confusão generalizada que interrompeu o jogo por alguns minutos. Pouco depois, o Fluminense conseguiu o empate com gol de Ignácio.
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O histórico do jogador também foi considerado no acompanhamento do caso. Desde que chegou ao futebol brasileiro, Lucho recebeu diversos cartões amarelos. Em 52 partidas pelo Fluminense até o fim de julho, o argentino havia sido advertido 17 vezes, contando justamente o cartão que gerou o alerta.
Isso, por si só, não determina qualquer conclusão sobre o episódio investigado, mas faz parte do contexto analisado durante a apuração.
Caso Bruno Henrique mostra que novos elementos podem mudar cenário
Um dos exemplos que mantém o Fluminense e Lucho atentos é o caso envolvendo Bruno Henrique, do Flamengo.
Em 2024, o STJD arquivou inicialmente a investigação relacionada ao cartão amarelo recebido pelo atacante em uma partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023. Naquele momento, a Procuradoria entendeu que não havia elementos concretos suficientes para justificar a abertura de um processo disciplinar.
Posteriormente, porém, a investigação ganhou novos capítulos. A Polícia Federal indiciou Bruno Henrique, e o STJD recebeu o material produzido pela investigação policial. Em maio de 2025, o tribunal abriu um novo inquérito para apurar possível infração disciplinar relacionada à suspeita de manipulação.
O episódio demonstra que um arquivamento na esfera esportiva não necessariamente impede uma nova análise caso surjam posteriormente elementos considerados relevantes pelas autoridades.
Fluminense mantém apoio a Lucho
Enquanto aguarda a conclusão do caso, o Fluminense mantém a postura adotada desde o início: colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação e dar respaldo ao jogador.
Lucho, por sua vez, segue normalmente à disposição de Marcão e continua desempenhando papel importante no elenco tricolor. O meia também renovou recentemente seu contrato com o clube, em um movimento que demonstra a confiança do Fluminense em seu futebol e em sua continuidade no projeto.
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Por enquanto, não há conclusão que aponte envolvimento de Lucho Acosta em manipulação de apostas. O que existe é uma investigação iniciada a partir de um alerta sobre movimentações consideradas atípicas no mercado de cartões.
A expectativa agora é pelo encerramento da apuração e pela definição dos órgãos responsáveis. Até lá, clube e jogador permanecem atentos aos próximos passos do processo.
Greidson Campos
Jornalista – Portal R52
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