Mário Bittencourt revela que três clubes estrangeiros devem valores altos ao Fluminense

O Fluminense enfrenta dificuldades para receber valores referentes a negociações de jogadores realizadas nos últimos anos. Segundo Mário Bittencourt, diretor-geral do clube, três equipes do exterior possuem dívidas consideradas altas com o Tricolor. Os débitos estão relacionados principalmente à compra de atletas e a percentuais de futuras transferências.

A revelação foi feita durante entrevista de Mário ao podcast “Pelada Musical”, do canal “Corredor 5”, no YouTube. O dirigente explicou que o clube vem tentando receber os valores, mas encontra obstáculos para conseguir que os compromissos sejam cumpridos.

Fluminense já recorreu à FIFA em um dos casos

De acordo com Mário Bittencourt, em pelo menos uma das situações o Fluminense precisou recorrer à FIFA para tentar cobrar a dívida. O clube devedor chegou a sofrer transfer ban, punição que impede uma equipe de registrar novos jogadores, mas mesmo assim não quitou o débito.

O dirigente não revelou todos os clubes envolvidos, mas citou especificamente o Boavista, de Portugal, como um caso em que o Fluminense praticamente já não possui expectativa de recuperar o dinheiro.

“Há três clubes de fora do Brasil que devem muito dinheiro ao Fluminense, por compras de jogadores, percentuais que a gente tem direito, de vendas até pequenas que a gente não recebeu. A gente entrou na FIFA, o clube está com transfer ban, ele já fez acordo três vezes, não paga a gente e continua com transfer ban”, afirmou Mário.

Segundo o diretor-geral, a dívida envolvendo o Boavista é anterior à sua gestão na presidência do Fluminense. O clube português teria adquirido um jogador do Tricolor, mas jamais efetuou o pagamento acordado.

O Fluminense chegou a vencer a disputa na FIFA e, posteriormente, tentou solucionar o problema por meio de acordos. No entanto, os três compromissos firmados acabaram sendo descumpridos.

“A gente tem uma dívida, que não é nem da minha gestão, da gestão anterior à minha, de um clube de Portugal, que comprou um jogador nosso e nunca pagou. Ganhamos a ação na FIFA, fizemos três acordos e eles descumpriram os três. O clube faliu e a gente não vai receber esse dinheiro nunca, que é o Boavista de Portugal”, revelou.

Paulinho foi negociado com o Boavista

A dívida mencionada por Mário Bittencourt está relacionada a uma negociação realizada durante a gestão do ex-presidente Pedro Abad.

Em junho de 2019, o Fluminense negociou Paulinho, atualmente no Internacional e que também teve passagem pelo Vasco, com o Boavista. Na operação, o Tricolor manteve um percentual de uma futura venda do jogador.

Dois anos depois, em 2021, Paulinho foi negociado pelo clube português com o Al-Shabab, da Arábia Saudita. Apesar da existência do percentual relacionado à transferência, o Fluminense não conseguiu receber os valores devidos pelo Boavista.

O caso expõe uma dificuldade que vai além das negociações realizadas atualmente: o clube ainda possui valores a receber de operações antigas, algumas delas envolvendo equipes que posteriormente enfrentaram graves problemas financeiros.

Dívidas antigas continuam sendo um problema

A declaração de Mário Bittencourt também chama atenção para um aspecto importante da gestão financeira do Fluminense. Negociações envolvendo jogadores podem continuar gerando receitas para o clube anos depois da transferência, seja por parcelas ainda não pagas ou por mecanismos que garantam participação em futuras vendas.

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Por outro lado, quando o clube comprador enfrenta dificuldades financeiras ou deixa de cumprir os acordos, o recebimento desses valores pode se transformar em uma longa batalha jurídica.

No caso do Boavista, segundo Mário, mesmo com vitória na FIFA, três acordos descumpridos e a aplicação de transfer ban, o Fluminense não deverá recuperar o dinheiro. A situação mostra como determinadas negociações do passado ainda produzem consequências financeiras para o Tricolor.

Greidson Campos
Jornalista – Portal R52

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