O desembarque de Hulk no Rio de Janeiro marcou oficialmente o início de uma das contratações mais impactantes do futebol brasileiro em 2026. O atacante chegou ao Galeão nesta segunda-feira cercado de expectativa, empolgação da torcida e um discurso que conversa diretamente com o momento turbulento vivido pelo Fluminense.
Em sua primeira fala como jogador presente na cidade, Hulk deixou claro que chega movido pela ambição. Aos 39 anos, o atacante rejeitou qualquer discurso de acomodação e reforçou que ainda mantém a fome competitiva que marcou sua carreira desde o início.
— “Muito se fala da minha idade, mas eu venho com aquela fome do menino que assinou o primeiro contrato com 18 anos.”
A declaração resume exatamente o que o Fluminense busca neste momento: liderança, personalidade e peso competitivo em um elenco que vive forte oscilação emocional e técnica nas últimas semanas.
Hulk também fez questão de convocar a torcida para os próximos jogos no Maracanã, especialmente em meio à sequência decisiva que pode definir os rumos da temporada e até o futuro de Luis Zubeldía no comando técnico.
O atacante citou inclusive uma entrevista de John Kennedy ao pedir estádio lotado:
— “A torcida é um jogador a mais.”
A frase ganha ainda mais peso diante do cenário atual. O Fluminense terá pela frente confrontos de enorme pressão: decide vaga na Copa do Brasil contra o Operário Ferroviário, encara o São Paulo no Brasileirão e depois disputa praticamente duas finais na Copa Libertadores da América diante de Bolívar e Deportivo La Guaira.
Internamente, a avaliação é de que o trabalho de Zubeldía será analisado até a pausa para a Copa do Mundo. Ou seja: os próximos jogos podem definir não apenas o futuro da temporada, mas também da comissão técnica.
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Mesmo sem poder atuar imediatamente por conta da janela internacional, Hulk chega como figura central no ambiente do clube. O atacante já sinaliza liderança nos bastidores e uma mentalidade que o elenco vinha demonstrando apenas em momentos isolados.
Outro ponto importante foi a forma como Hulk falou sobre a Libertadores. O camisa 7 não escondeu que o torneio continental é seu grande objetivo no Fluminense:
— “Meu sonho é conquistar uma Libertadores.”
A declaração conversa diretamente com o projeto esportivo do clube, que tenta se manter competitivo no cenário sul-americano mesmo vivendo um momento de forte pressão.
Hulk também demonstrou identificação rápida com o ambiente carioca. Em tom descontraído, aceitou o apelido de “Hulk Carioca”, brincou sobre tentar falar “chiando” e reforçou o carinho imediato recebido pela torcida.
Além disso, destacou o reencontro com Guilherme Arana, parceiro dos tempos de Atlético Mineiro. A conexão entre os dois pode ser um dos trunfos ofensivos do Fluminense após a abertura da janela.
Hulk ainda fez questão de minimizar qualquer desgaste na negociação com o clube e tratou a saída do Atlético-MG de forma respeitosa, afirmando que deixa “um legado” em Minas antes de iniciar um novo capítulo nas Laranjeiras.
O discurso final resume exatamente o tamanho da expectativa criada:
— “Quero fazer bastante gols e ganhar títulos importantes para entrar para a história do clube também.”
Num momento em que o Fluminense vive instabilidade técnica, pressão externa e cobrança crescente da torcida, a chegada de Hulk representa mais do que um reforço. Representa uma tentativa clara de mudança de patamar emocional, competitivo e simbólico para a sequência da temporada.
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