John Kennedy decide de novo, expõe incoerência de Luis Zubeldía e amplia debate no Fluminense

Mais uma vez, o Fluminense precisou de John Kennedy para evitar uma crise ainda maior. E, mais uma vez, o atacante saiu de campo como protagonista enquanto aumenta uma pergunta que já domina os corredores do clube e as arquibancadas do Maracanã: o que falta para ele virar titular absoluto?

No empate por 2 a 2 contra o Vitória, John Kennedy foi disparadamente o melhor jogador em campo. Marcou gol, participou diretamente do empate anotado por Kevin Serna, acelerou o ataque, ganhou disputas físicas, pressionou a saída adversária e assumiu a responsabilidade nos momentos mais críticos do jogo.

O roteiro já virou padrão na temporada. Quando o Fluminense trava ofensivamente ou entra em colapso emocional, John Kennedy aparece.

Foi assim na Libertadores, contra o Independiente Rivadavia, em Mendoza. O atacante saiu do banco e precisou de poucos minutos para marcar o gol que manteve o clube vivo na competição continental. Uma derrota naquela noite praticamente eliminaria o Tricolor e colocaria o trabalho de Luis Zubeldía em situação extremamente delicada.

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Contra o Vitória, o cenário se repetiu. O Fluminense abriu o placar, perdeu intensidade, sofreu a virada e viu o ambiente no Maracanã ficar explosivo. As vaias para Zubeldía começaram a crescer, até que John Kennedy decidiu novamente.

O ponto mais curioso — e também mais difícil de explicar — é que o atacante segue sem status absoluto dentro da equipe. Nos jogos mais importantes recentes da Libertadores, contra Bolívar e os dois confrontos diante do Independiente Rivadavia, o escolhido para começar foi Rodrigo Castillo.

Na prática, a insistência em Castillo contrasta diretamente com os números e o impacto de John Kennedy. Desde a chegada do argentino, os dois tiveram minutagem semelhante, mas o camisa 9 tricolor produziu muito mais: mais gols, mais finalizações perigosas, mais participação ofensiva e muito mais peso em jogos decisivos.

Hoje, John Kennedy vive provavelmente seu melhor momento desde a campanha histórica da Libertadores de 2023. São 11 gols na temporada, liderança isolada da artilharia do elenco e uma sequência de atuações decisivas que sustentam boa parte dos resultados recentes do Fluminense.

Além dos números, existe o aspecto simbólico. O atacante amadureceu. Depois de um 2025 turbulento, voltou antes do elenco na pré-temporada, melhorou fisicamente, ganhou intensidade sem bola e parece muito mais preparado emocionalmente para assumir protagonismo.

Enquanto isso, o Fluminense entra no momento mais importante do ano pressionado e sem margem para erros. Os próximos compromissos contra Operário Ferroviário, São Paulo, Bolívar e Deportivo La Guaira devem definir o rumo da temporada — e talvez também do trabalho de Zubeldía.

A sensação que fica é simples: hoje, John Kennedy não é mais apenas uma boa opção saindo do banco. Ele já virou o jogador que constantemente salva o Fluminense nos jogos grandes. E quanto mais isso se repete, mais difícil fica justificar sua ausência entre os titulares.

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