Se o Fluminense ainda segue com chances reais de classificação às oitavas de final da Copa Libertadores da América, grande parte desse mérito passa pelos pés de John Kennedy.
Foi do atacante o gol salvador no empate por 1 a 1 diante do Independiente Rivadavia, resultado que manteve o Tricolor respirando na competição. Saindo do banco a 13 minutos do fim, o camisa jovem apareceu já nos acréscimos para aproveitar um rebote dentro da área. Na finalização de canhota, contou com desvio da defesa para vencer o goleiro Bolcato.
Especialista em decidir no fim
O roteiro já virou padrão. Em meio a uma fase instável — com duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas nos últimos dez jogos —, o Fluminense tem encontrado em John Kennedy sua válvula de escape nos momentos mais críticos.
Nos próprios números recentes, isso fica evidente:
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- Dois triunfos e dois empates nessa sequência só aconteceram graças a gols do atacante nos minutos finais.
- Foi assim contra Coritiba, Santos, Chapecoense e, agora, novamente diante do Independiente Rivadavia.
— Estou feliz por mais uma vez entrar e ajudar o Fluminense. É importante ser decisivo, isso aumenta a confiança de todos — destacou o jogador.
Artilheiro… vindo do banco
O momento de John Kennedy é, ao mesmo tempo, decisivo e curioso. Mesmo sendo o artilheiro do time na temporada, com 10 gols, e tendo impacto direto em pontos conquistados, ele ainda não é titular absoluto nas partidas mais importantes.
A explicação passa por dois fatores principais:
- Controle físico: o atacante foi quem mais atuou na temporada (28 jogos), após antecipar seu retorno das férias.
- Impacto tático: sua principal arma tem sido justamente entrar no segundo tempo e mudar o ritmo das partidas.
O próprio treinador destacou esse perfil:
— É um jogador que entra muito bem e revoluciona o ataque quando o jogo está difícil. Isso tem muito valor. Nem sempre como titular rende da mesma forma, mas o importante é que está fazendo gols e ajudando a equipe.
Sequência decisiva
O Fluminense volta a campo no próximo sábado, contra o Vitória, pelo Campeonato Brasileiro, no Maracanã.
A missão imediata é se manter competitivo na tabela antes de voltar as atenções para a Libertadores, onde cada jogo passa a ter peso de decisão.
Com um cenário pressionado e margem mínima para erros, o Tricolor sabe que, mais do que nunca, pode precisar novamente de seu “talismã” vindo do banco.
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